
Por Carol Bremgartner | Foto: Carol Bremgartner
Na manhã desta quinta-feira (14), chegou ao fim o “I Workshop Amazônico Brasil++: inteligência artificial e inovação no diagnóstico do câncer cervical“, com a realização de uma mesa de encerramento no auditório do Centro de Computação de Alto Desempenho e Inteligência Artificial da UFPA (CCAD-IA), com a presença do Prof. Renato Francês, coordenador do projeto “Rede Brasil++” e de professores de instituições internacionais que trouxeram observações sobre os resultados preliminares das pesquisas e os desafios técnicos identificados.
Durante uma semana intensa de troca de conhecimentos, profissionais das áreas da saúde e da tecnologia puderam analisar pontos importantes na realidade do atendimento à saúde pela rede pública na Amazônia e do uso de tecnologias inteligentes no setor, a fim de impulsionar os trabalhos do projeto “Rede Brasil++: rede de cooperação em inteligência artificial e saúde para auxílio ao diagnóstico precoce do câncer cervical”.
Foram realizadas três oficinas, nas quais os professores internacionais compartilharam atualizações e ferramentas que podem otimizar o trabalho dos pesquisadores. Além disso, a equipe do projeto pôde, por meio de duas visitas técnicas, uma no Núcleo de Pesquisa em Oncologia (NPO) e outra no Lacen (Laboratório Central do Estado), conhecer o trabalho que já vem sendo feito pelos profissionais que estão à frente da rede pública de saúde no estado do Pará e discutir, em conjunto, possíveis avanços para o uso de IA no diagnóstico do câncer de colo de útero na Amazônia.

Ao fim da semana, os pesquisadores do projeto constataram o que ainda deve ser feito para aprimorar as ferramentas de IA que analisarão as lâminas de exame de Papanicolau, como a necessidade de treinar a máquina para identificar imagens complexas e itens particulares de cada imagem, que podem estar sobrepostos ou fora do padrão. Além disso, os professores destacaram a importância de melhorar a qualidade dos dados que alimentarão as redes neurais, para se obter, consequentemente, resultados mais precisos – observações que serão essenciais para os próximos passos do projeto.
Durante uma fala na mesa de encerramento, o Prof. Renato Francês afirmou que a partir dos trabalhos da “Rede Brasil++”, a IA passa a ser uma ferramenta de inclusão social para uma parcela da população que está à margem do sistema único de saúde e que ainda não consegue ser atendida por completo. Ademais, afirmou que a Amazônia possui desafios em uma escala muito maior do que outras regiões do país, que são singulares em relação ao Brasil, mas não ao restante do mundo. “Esse trabalho não encontrará soluções apenas para a Amazônia, elas servirão para o
