Por Carolina Klautau / Foto: Divulgação

Estudantes dos 2° e 3° anos do Ensino Médio do Centro de Inovação e Sustentabilidade da Educação Básica (Ciseb) – EEEM Pedro Amazonas Pedroso têm vivenciado, ao longo do mês de junho, uma imersão em temas como programação, raciocínio lógico, inteligência artificial e pensamento computacional. A atividade faz parte do projeto de extensão “Desenvolvimento de Aplicativos Móveis em Localidades com Vulnerabilidade Socioeconômica”, realizado pelos bolsistas do Laboratório de Eletromagnetismo Aplicado (LEA), vinculado à Universidade Federal do Pará e ao Centro de Computação de Alto Desempenho e Inteligência Artificial. 

No contraturno escolar, cerca de 25 jovens participam do minicurso “Do Quadro ao Código: Introduzindo a Linguagem C e suas Aplicações”, que tem como objetivo aproximar os alunos do universo da tecnologia – especialmente aqueles que estão às vésperas do encerramento do ciclo escolar. 

De acordo com um dos tutores do minicurso, graduando em Engenharia Elétrica e integrante do LEA, Jorge Costa, as atividades são pensadas de forma que o estudante se enxergue como protagonista do processo de aprendizado. “Conduzimos as atividades da oficina com base em metodologias ativas para que os alunos aprendam de forma interativa e para que eles se enxerguem como protagonistas do processo de aprendizagem. Queremos que eles sintam o impacto da tecnologia em suas vidas, então tudo precisa ser construído de forma coletiva”, conta. 

Como o projeto de extensão é voltado para jovens em vulnerabilidade socioeconômica, os tutores instigam os estudantes para que resolvam problemas do cotidiano, com o auxílio de tecnologia. Em outras edições do projeto, por exemplo, os alunos do Ciseb Cordeiro de Farias desenvolveram propostas de aplicativos para segurança pública e saneamento básico. “A gente quer que os estudantes entendam que a tecnologia não está só na escola, mas que ela permeia toda a vida deles e que pode ser uma ferramenta para resolução de problemas”, considera Costa. 

Além de ser um momento de formação dos estudantes, o projeto também é importante para os próprios facilitadores. Para a graduanda em Engenharia da Computação e ministrante do curso, Adryele Oliveira, estar em sala de aula com os jovens é uma experiência enriquecedora. “A nossa vivência no projeto de extensão complementa aquilo que aprendemos na graduação, ainda mais para quem sempre teve vontade de dar aula, como eu. Além disso, é muito bom ver que as escolas estaduais têm despertado para a importância de levar a tecnologia para a vida dos alunos”, avalia.  

A programação do minicurso envolve temas como linguagem C, pseudocódigos, fluxogramas, variáveis de entrada e dados e outros temas. No último dia do encontro, programado para a última sexta de junho, os participantes vão realizar um desafio prático para integrar e aplicar os conhecimentos adquiridos pelos alunos ao longo das aulas.    

O projeto de extensão “Desenvolvimento de Aplicativos Móveis em Localidades com Vulnerabilidade Socioeconômica” iniciou em novembro de 2025, liderado pelo Prof. Dr. Fabrício Rossy, no Ciseb Cordeiro de Farias. À época, os estudantes somaram ao conhecimento em robótica e inteligência artificial aprendidos na escola a linguagem de programação Python. 

Projeto leva programação e IA a estudantes da rede estadual

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